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Biografia
Maysa
Nome
completo:
Maysa
Figueira Monjardim
Nascimento:
06 de junho
de 1936, São Paulo, SP.
Maysa
nasceu na capital paulista numa família tradicional do
Espírito Santo que logo se mudou para o Rio de Janeiro. Em
1947,
transferiram-se para Bauru, no interior paulista. Logo depois,
mudaram-se novamente para a capital. Mesmo fixada em São
Paulo,
a família ainda mudaria de endereço
várias vezes.
Maysa estudou nos tradicionais colégios paulistanos
Assunção, Sacré-Cœur de
Marie. As
férias, ela passava em Vitória, onde reencontrava
os tios
e os primos.
Casou-se aos dezoito anos com o empresário André
Matarazzo, dezessete anos mais velho, amigo de seus pais, e membro da
conhecida família italo-brasileira Matarazzo de cuja
união nasceu Jayme Monjardim Matarazzo, diretor de
telenovelas e
cinema, que foi criado pela avó e, posteriormente, num
colégio interno na Espanha.Separou-se de André em
1959,
que se opôs à carreira musical, e com o
temperamento
boêmio herdado de seu pai, teve relacionamentos amorosos com
o
compositor Ronaldo Bôscoli, o empresário Miguel
Azanza, o
ator Carlos Alberto, o maestro Julio Medaglia, dentre vários
outros.
Fez inúmeras temporadas de sucesso em diversas casas de
São Paulo — como o João
Sebastião Bar
— e no Rio de Janeiro — como o Au Bon Gourmet
dentre outras
casas tradicionais e famosas. Excursionou pela América
Latina,
passando diversas vezes por Buenos Aires, Montevidéu e Lima.
Apresentou-se em Paris, Lisboa e Luanda. A lua-de-mel com
André
Matarazzo consistiu numa viagem por toda a Europa, passando primeiro
por Buenos Aires (na Argentina).
O uso de álcool e moderadores de apetite deixavam seu
temperamento instável. Foram conhecidos os
escândalos que
promoveu em hotéis e aviões de diversos
países.
Tentou o suicídio várias vezes.
Supõe-se que o
efeito de anfetaminas somado à ingestão de
álcool,
teria provocado o acidente de carro, na Ponte Rio-Niterói,
que a
matou, quando dirigia a "Brasilia azul" em alta velocidade, indo para a
casa de praia em Maricá, litoral fluminense.
As composições e as canções
foram
escolhidas de maneira a formar um repertório sob medida para
o
seu timbre, que não era o de uma voz vulgar , pelo
contrário, possuía um viés
melancólico e
triste, que se tornou emblemática do gênero fossa
ou
samba-canção. Ao lado de Maysa, destacam-se Nora
Ney,
Ângela Maria e Dolores Duran. O gênero, comparado
ao
bolero, pela exaltação do tema
amor-romântico ou
pelo sofrimento de um amor não realizado, foi chamado
também de dor-de-cotovelo. O samba
canção (surgido
na década de 30) antecedeu o movimento da bossa nova
(surgido ao
final da década de 50, em 1957), com o qual Maysa se
identificou. Mas este último representou um refinamento e
uma
maior leveza nas melodias e interpretações em
detrimento
do drama e das melodias ressentidas, da dor-de-cotovelo. O legado de
Maysa, ainda que aponte para dívidas históricas
com a
bossa, é o de uma cantora de voz mais arrastada do que as
intérpretes da bossa e por isso aproxima-se antes do bolero.
Foram celebrizadas as seguintes interpretações: Felicidade Infeliz
(Maysa), Solidão
(Antônio Bruno), Bom
dia, Tristeza (Adoniran Barbosa/ Vinicius de Moraes), Tristeza (Haroldo
Lobo/ Niltinho), Ne Me
Quitte Pas (Jacques Brel) e Bloco da Solidão
(Jair Amorim/ Evaldo Gouveia). Também foram consagradas as
seguintes interpretações: Adeus,
Agonia, Dindi, Eu sei que vou te amar, Marcada, Meu mundo caiu,
Não vou querer, Ouça, Resposta, Rindo de mim,
Tarde
triste, O barquinho.
Contemporânea da compositora e cantora Dolores Duran, Maysa
compôs 26 canções, numa
época em que havia
poucas mulheres nessa atividade. Todas foram gravadas em Maysa por ela
mesma, que alcançou grande sucesso. Maysa interpretava de
maneira muito singular, personalista, com toda a voz, sentimento e
expressão. Um canto gutural, ensejando momentos de
solidão e de grande expressão afetiva. Um dos
momentos
antológicos desta caracterização
dramática
foi a apresentação, em 1974, de Chão de Estrelas
(Silvio Caldas e Orestes Barbosa), e de Ne Me Quitte Pas
(10 de junho de 1976), tendo sido apresentadas em duas
edições do programa Fantástico da Rede
Globo. Esse
estilo Maysa exerceu influência nas
gerações
seguintes, com grande ascendência nas obras de Simone,
Cazuza,
Leila Pinheiro, Fafá de Belém, Ângela
Rô
Rô, entre outros.
Em 1977, um trágico acidente automobilístico na
Ponte
Rio-Niterói encerrava a carreira e o brilho da estrela, que
foi
um dos grandes nomes da música brasileira.
Sua biografia foi retratada pela Rede Globo na minissérie Maysa - Quando Fala o
Coração,
em 2009. A série é de autoria de Manuel Carlos,
protagonizada pela estreante atriz Larissa Maciel e dirigida por Jayme
Monjardim, filho da cantora.
Discografia
Convite
para ouvir Maysa (1956) RGE 10 polg
Maysa (1957) RGE LP
Convite para ouvir Maysa nº 2 (1958) RGE LP
Convite para ouvir Maysa nº 3 (1958) RGE LP
Convite para ouvir Maysa nº 4 (1959) RGE LP
Maysa é Maysa... é Maysa... é Maysa
(1959) LP
Maysa canta sucessos (1960) LP
Voltei (1960) LP
Barquinho (1961) Columbia LP
Maysa, amor... e Maysa (1961) LP
Canção do amor mais triste (1962) LP
Maysa (1964) LP
Maysa (1966) LP
Maysa (1969), LP, Som Indústria e Comércio S.A.
Maysa "Eu não existo sem você" ( 1969) LP,
Produções Fermata.
Canecão apresenta Maysa (1969), LP, Som Indústria
e Comércio S.A.
A personalidade de Maysa (1969), LP, Produções
Fermata.
Ando só numa multidão de amores (1970) Philips LP
Maysa (1974) Evento LP
Para sempre Maysa (1977) RGE LP Álbum duplo
Maysa "Bom é Querer Bem" (1978), LP, RGE-Fermata Ltda.
Convite para ouvir Maysa [S/D] LP
Maysa por ela mesma (1991) RGE CD
Canecão apresenta Maysa (1992) Movieplay CD
Tom Jobim por Maysa (1997) RGE CD
Barquinho (2000) Sony Music/Columbia CD
Simplesmente Maysa-Vol. 1 a 4 (2000) CD
Fonte
: Livro
- Biografia - "Maysa, só numa multidão de amores"

Maysa - 1957 |

Com o filho em 1969 |

Livro - Maysa só numa
multidão de amores |

Capa Disco Sing Songs Before
Dawn - 1960 |

Maysa |
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